Não mereço mandar-te cartas
Em papel d’ouro folheado
Se tão preciosa já és
Clareando um tesouro apagado
Deitada tens corpo perfeito
Da imensidão de um enorme pecado
parado, tão leve e distante
Impossível de ser tocado
Perigosa em seu rosto hostil
Como o som de um instante aclamado
Ainda espero ouvir melodias
Dentre seus lábios avermelhados
Nem mereço mandar-te flores
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