quarta-feira, 16 de novembro de 2005

E de repente a chuva

Que abre meus braços
Que sente meus sonhos
Esconde mia lágrima
Em qualquer canto medonho
Que usa meus olhos
Usa e abusa
Chorando acordado…

E de repente a chuva…

Que leva meu pranto
Sem caminho e sem volta
Vai além do horizonte
E num instante se solta
Que suga alegrias
Que leva meus beijos…
E de repente a chuva

Que cai com desejo

Que lava o amor
Deixando-o sem cor
Que rabisca a lua
Que ilude a dor
Sem nenhum limite…
E de repente a chuva
Cai dando palpite…

E de repente e chuva…
E de repente a lua…
E de repente a brisa
Povoando a rua
Que de repente enche
Mas não consigo ver
Pois de repente chorando…

Encontro você.

sábado, 26 de fevereiro de 2005

...

Que mãos geladas tendes esta noite
Permita-te me aquecê-las em brando silêncio
Durante as gotas que caem
Molhando minha janela esquecida,
Belas primaveras já as vi
Daqui, parado,
Parecias tu a primeira flor
Desabrochando num canto úmido
Tão feliz, tão veloz,
Que a aurora chegou,
E partiu.

Teu rosto pálido, renovado,
O vento o modificou
As estrelas caíram-te sobre o corpo
E agora iluminas a mim
O cosmo de teu olhar
Continua o mesmo
Porém com mais brilho
Com mais amor

A melodia de tuas palavras
Soa quente, profundo
Inúmeras borboletas querendo ouvi-las
Desesperadas, pasmas…
_Como és bela, oh, quanto me encanta
Vê-la cantar enquanto o silêncio descansa seu dom.