Teu nome completo
Se forma com flores
Num fim de tarde
De um verão profundo,
Um beijo adoçado
Com cores tão vivas
Fizeram o sentido
De toda minha vida.
Ah se o mundo soubesse
O quanto te amo…
quinta-feira, 1 de janeiro de 1970
Lado triste
Sempre aguentando essa inquietude inevitável
Interminável pelo Atlântico ou Amazonas
Tanta diferença, sal açúcar, amor e beijo,
Sempre diferentes, meus pensamentos
Andam, correm voam, porém presos a essa liberdade limitável,
Os seus, tão seus, quem saberá onde estão?
Passos na areia, praia, deserto
Simplesmente um quadro nessa parede azul
Sempre torto nessa interminável inquietude concreta
Ouvindo som de flauta, sax, trombone,
Todos num som incontável, triste como minha cara ao teu lado
Queria ver teu sorriso todos os dias, mas
Nada mais é engraçado
Interminável pelo Atlântico ou Amazonas
Tanta diferença, sal açúcar, amor e beijo,
Sempre diferentes, meus pensamentos
Andam, correm voam, porém presos a essa liberdade limitável,
Os seus, tão seus, quem saberá onde estão?
Passos na areia, praia, deserto
Simplesmente um quadro nessa parede azul
Sempre torto nessa interminável inquietude concreta
Ouvindo som de flauta, sax, trombone,
Todos num som incontável, triste como minha cara ao teu lado
Queria ver teu sorriso todos os dias, mas
Nada mais é engraçado
Destilação
Deste lado destiladas são as dores
Cruas quase quentes como a cor dos cabelos
Ondulados onde estejas ocultando outras cores
Belos e bordados bagunçando entre os dedos
Daquele lado tão ousado, brilhando e borbulhando
Mostrando à minha mente que meus sonhos nem são meus
Sinto que me assusto bruscamente ou me espanto
Dê-me então um Deus que em sonhos são só seus
Cruas quase quentes como a cor dos cabelos
Ondulados onde estejas ocultando outras cores
Belos e bordados bagunçando entre os dedos
Daquele lado tão ousado, brilhando e borbulhando
Mostrando à minha mente que meus sonhos nem são meus
Sinto que me assusto bruscamente ou me espanto
Dê-me então um Deus que em sonhos são só seus
...
Ainda que amar seja pecado
Ainda que chorar seja um crime
Pelas noites nubladas ‘inda vago
Esperando que alguém me anime
Ainda que os amantes sejam tolos
Por terem seus olhos vedados
Ainda esperam encontrar consolos
Onde nunca foi procurado
Ainda que faço da vida um jogo
Onde o sinistro mistério do amor
Aos poucos se revele
Ainda vejo chama em fogo
Esperando ser consolado
Por teus lábios, Emanuelle
Ainda que chorar seja um crime
Pelas noites nubladas ‘inda vago
Esperando que alguém me anime
Ainda que os amantes sejam tolos
Por terem seus olhos vedados
Ainda esperam encontrar consolos
Onde nunca foi procurado
Ainda que faço da vida um jogo
Onde o sinistro mistério do amor
Aos poucos se revele
Ainda vejo chama em fogo
Esperando ser consolado
Por teus lábios, Emanuelle
Ausência
Sem você eu não viveria
A lua não teria mais cor
Não seria do pranto a dor
Nada é. E nada seria.
O amanhecer não seria tão belo
E de seus olhos nada teria
Nem lembrança, nem fantasia.
Nem o astro-rei seria amarelo
As cascatas de minha poesia,
Suas letras, suas rimas
Não seriam nem meninas
Sem você eu não viveria.
A lua não teria mais cor
Não seria do pranto a dor
Nada é. E nada seria.
O amanhecer não seria tão belo
E de seus olhos nada teria
Nem lembrança, nem fantasia.
Nem o astro-rei seria amarelo
As cascatas de minha poesia,
Suas letras, suas rimas
Não seriam nem meninas
Sem você eu não viveria.
Banco de ódio
Fico sentado num banco de pedras
Vendo carros parados, vendo o tempo passar
À beira de um colapso mecânico
Fico cheirando as escorridas lagrimas
Sentindo o sabor amargo da animalidade humana
Fico relendo poemas antigos, poemas de amor
Rabiscos sinceros desta e de outras vidas, alheias
Rabiscos…
Perco meu tempo vendo carros, vendo placas
Vendo heróis e assassinos ocultos
Vendo a juventude crescer errada, crescer aflita
Tão precoce e sem sentido.
Vendo a política mudar minha vida, nossos costumes, nossos conflitos, nossa forma de ser.
Vendo bobagens escritas em livros
Receitas, mapas, cavernas e futurismo
Cavernas futuras num play e pause continuo
…
Fico sentado num banco de ódio
Estou triste, sentido, com frio
_Onde está o calor familiar,
Banido de nossa casa num estalo de dedos?
Há uma crosta atmosférica de ódio ao próximo
Um elo de tédio, de rancor,
Num banco de sentimentos fúteis.
Vendo carros parados, vendo o tempo passar
À beira de um colapso mecânico
Fico cheirando as escorridas lagrimas
Sentindo o sabor amargo da animalidade humana
Fico relendo poemas antigos, poemas de amor
Rabiscos sinceros desta e de outras vidas, alheias
Rabiscos…
Perco meu tempo vendo carros, vendo placas
Vendo heróis e assassinos ocultos
Vendo a juventude crescer errada, crescer aflita
Tão precoce e sem sentido.
Vendo a política mudar minha vida, nossos costumes, nossos conflitos, nossa forma de ser.
Vendo bobagens escritas em livros
Receitas, mapas, cavernas e futurismo
Cavernas futuras num play e pause continuo
…
Fico sentado num banco de ódio
Estou triste, sentido, com frio
_Onde está o calor familiar,
Banido de nossa casa num estalo de dedos?
Há uma crosta atmosférica de ódio ao próximo
Um elo de tédio, de rancor,
Num banco de sentimentos fúteis.
Caminho triste
Surge o vento com um som esbelto
Roça minha garganta um suspiro selvagem
Enquanto a noite passa cortando o silêncio.
Traço alguns desejos que reluzem teus olhos
E então… outro suspiro.
Lenta respiração direcionando a pulsação de um coração triste
Perdido, louco, sereno
Totalmente sem sentido meus passos voltam ao tempo
Sem razão, sem sentido, sem nada.
Surgem todos os galhos que se debruçam no chão
Pelas noites desertas e escuras
D’onde vago também sem direção
Trovoes rasgam e ofuscam a visão
Cegam seus próprios olhos, pois não têm amor
As flores rastejam pelo chão dos jardins
Cheias de dores
Por serem apenas flores
Roça minha garganta um suspiro selvagem
Enquanto a noite passa cortando o silêncio.
Traço alguns desejos que reluzem teus olhos
E então… outro suspiro.
Lenta respiração direcionando a pulsação de um coração triste
Perdido, louco, sereno
Totalmente sem sentido meus passos voltam ao tempo
Sem razão, sem sentido, sem nada.
Surgem todos os galhos que se debruçam no chão
Pelas noites desertas e escuras
D’onde vago também sem direção
Trovoes rasgam e ofuscam a visão
Cegam seus próprios olhos, pois não têm amor
As flores rastejam pelo chão dos jardins
Cheias de dores
Por serem apenas flores
Ilusão insana
Me sinto só, porém amado
Nessa distância que temos que merecer
Como se as flores renascessem a cada noite
E o orvalho fizesse o pranto umedecer
Me sinto só, porém eterno
Em cada instante que pensaste em como estou
E se as estrelas reluzissem em minha alma
Cada beijo que meu beijo comportou
A vida é louca entre mistério e ilusão
Louca de tudo. Vida tão só…
Nessa distância que temos que merecer
Como se as flores renascessem a cada noite
E o orvalho fizesse o pranto umedecer
Me sinto só, porém eterno
Em cada instante que pensaste em como estou
E se as estrelas reluzissem em minha alma
Cada beijo que meu beijo comportou
A vida é louca entre mistério e ilusão
Louca de tudo. Vida tão só…
Os teus poemas
São muito mais do que profundos os teus poemas
São imagens na água, nas ruínas
São benditos. São perfeitos.
São feitos por mãos divinas
São cósmicos, são rarefeitos.
São palavras que mordem, que têm efeito
é a falta de palavras nas próprias frases
é o que dizes ou o que fazes
é o olhar quase desfeito
São imagens na água, nas ruínas
São benditos. São perfeitos.
São feitos por mãos divinas
São cósmicos, são rarefeitos.
São palavras que mordem, que têm efeito
é a falta de palavras nas próprias frases
é o que dizes ou o que fazes
é o olhar quase desfeito
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