Fico sentado num banco de pedras
Vendo carros parados, vendo o tempo passar
À beira de um colapso mecânico
Fico cheirando as escorridas lagrimas
Sentindo o sabor amargo da animalidade humana
Fico relendo poemas antigos, poemas de amor
Rabiscos sinceros desta e de outras vidas, alheias
Rabiscos…
Perco meu tempo vendo carros, vendo placas
Vendo heróis e assassinos ocultos
Vendo a juventude crescer errada, crescer aflita
Tão precoce e sem sentido.
Vendo a política mudar minha vida, nossos costumes, nossos conflitos, nossa forma de ser.
Vendo bobagens escritas em livros
Receitas, mapas, cavernas e futurismo
Cavernas futuras num play e pause continuo
…
Fico sentado num banco de ódio
Estou triste, sentido, com frio
_Onde está o calor familiar,
Banido de nossa casa num estalo de dedos?
Há uma crosta atmosférica de ódio ao próximo
Um elo de tédio, de rancor,
Num banco de sentimentos fúteis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário