segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Amante sem rima

Nem as marcas do tempo farão com que esse amor termine
E nem a gotas do vinho secarão, nem hoje nem nunca
E nem o próprio tempo cessará tua beleza
Nem tua harmonia nem teu amor nem teu sexo

Milhas e milhas suadas percorridas ao teu encontro
E esse fogo cada vez mais quente
Cravando suas garras na pele e no desejo
De te olhar de perto e de longe e de todas as formas…

E se ao menos uma canção tocasse
E rompesse essa barreira da distância
Eu seria um amante sem moda nem rima
Mas que te abraçasse todos os dias dizendo palavras de amor

Saudades dos teus abraços….

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mulher mineira



Tua luz e teu brilho
Colorem imagens
Que um dia parado sonhei em viver

Completam meus versos
Com rimas e prosas
Tão belas, tão raras quanto o entardecer

Me atiro, me envolvo,
Retorno e contorno
Cada beijo doce que sonho em ganhar

Um passo no espaço
Entre um beijo e teu lábio
Um riso sincero vem me acomodar

Mineira… mulher mineira

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A viagem

Entre as montanhas há um pedaço de sol
De sorriso já tímido e avermelhado
Deixando saudades desaquecidas
de lado
Logo a lua banha o frio asfalto cinzento
De chão descontinuado
Rabiscos breves no chão e no céu
enluarados
Traz surpresas atraentes
Com ar de desconfiada
Deixa aflito o coração da moça
apaixonada
Que da janela em movimento
Avista o rosto tão esperado
Mil batidas no mesmo momento
embalado
Desmancha aos poucos e aos suspiros
O coração acelerado
Em chamas de galhos secos, enfim
enamorados

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sonho contigo

Mais uma página fria e branca
Aguarda perdidas palavras de amor
Doces e cultas frases formadas
De saudade e lembranças marcadas
Desta distância, aumentando mia dor

Esta dor também fria
Me acompanha por madrugadas
Um copo de whisky por companhia
E solidão em demasia
Em mim aconchegadas

Um poema triste, ou quase isso
É devorado noite afora
Como vítimas de um feitiço
Que não conseguem sair disso
Presos no eterno agora

Palavras e álcool misturados
No fim da noite, sem merecer,
Um copo vazio de um lado
N’outro este livro calado.
Enfim, consigo adormecer

Sonho contigo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sensações

Uma conversa à toa com paredes brancas,
Um gole de vazio engasgado na garganta,
A ausência da tua voz serena
E um grito de silêncio nessa mesa de tábua
Tomando o vago espaço do vinho
Que deslizava entre um beijo e outro
E carícias que se entrelaçavam
Lentamente…
Como uma gota de orvalho entre os galhos secos

Tomavam também a vez dos sorrisos
Os tímidos sorrisos que floriam aos poucos
E de pouco em pouco mais uma canção tocava
No ritmo do amor


Logo voltarão estas sensações!