sábado, 26 de fevereiro de 2005

...

Que mãos geladas tendes esta noite
Permita-te me aquecê-las em brando silêncio
Durante as gotas que caem
Molhando minha janela esquecida,
Belas primaveras já as vi
Daqui, parado,
Parecias tu a primeira flor
Desabrochando num canto úmido
Tão feliz, tão veloz,
Que a aurora chegou,
E partiu.

Teu rosto pálido, renovado,
O vento o modificou
As estrelas caíram-te sobre o corpo
E agora iluminas a mim
O cosmo de teu olhar
Continua o mesmo
Porém com mais brilho
Com mais amor

A melodia de tuas palavras
Soa quente, profundo
Inúmeras borboletas querendo ouvi-las
Desesperadas, pasmas…
_Como és bela, oh, quanto me encanta
Vê-la cantar enquanto o silêncio descansa seu dom.