terça-feira, 11 de maio de 2004

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Te imagino nua como uma Deusa
Flutuando sobre meus pecados
Com poderes para trazer meu amor
Aprisionada em sua carne humana
Te imagino livre como um sonho
Gigantesca em seu tamanho minúsculo
Buscando estrelas onde não há mais mundo
Abrindo os olhos aos pouco, sem ver nada

Te imagino tensa como os trovões
Chovendo lágrimas de alegria
Superando tudo com suas curvas perfeitas
Dando vida à quem ainda te ama
Te imagino perfeita como a lua
Sorrindo em noites infinitas
Presa em seu íntimo ser
E realizada pode ser quem és

Te imagino metade de tudo
Como a metade que falta em mim
Afogada num mar de beijos
Morta de amor, esperando-me

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